A PEC 221/2019, que propõe uma drástica redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais, parece algo digno de um romance de ficção econômica brasileira. Não uma ficção gloriosa, mas sim uma tentativa de aplicar um remédio de primeiro mundo em um país que ainda não resolveu suas feridas estruturais. A intenção por trás dessa proposta é clara: tentar importar soluções de países como a Suécia, Alemanha, Dinamarca e França, onde a redução da carga horária se tornou parte do modelo econômico. Contudo, o que o Brasil está tentando fazer é aplicar essas políticas sem levar em consideração as condições específicas de sua economia. E isso, no fundo, é um erro estratégico colossal.








