Existe um campo minado nas corporações de engenharia industrial que poucos ousam atravessar: o da autoridade técnica baseada em tempo de casa. Imagine um engenheiro sênior com décadas de experiência, voz grossa de autoridade e PowerPoint amarelado, sendo desafiado por um recém-formado que mal completou o onboarding. Escandaloso, diriam os tradicionais. Revolucionário, diria qualquer um com dois neurônios digitais funcionando. Porque a verdade inconveniente é que, na era da engenharia digital, tempo de serviço não é mais sinônimo de competência disruptiva. A juventude, muitas vezes tida como arrogante e inexperiente, tem carregado nos bolsos o que muitos veteranos guardam a sete chaves: fluência tecnológica, visão sistêmica ágil e intimidade com a transformação digital.










