A engenharia tem dessas coisas curiosas: vive sendo ameaçada por revoluções que prometem varrer para longe tudo o que conhecemos, substituindo décadas de sabedoria acumulada por soluções que brilham no escuro. Agora, o hype é a Inteligência Artificial. Todo mundo grita que a engenharia será completamente transformada, e que os engenheiros tradicionais devem se preparar para a extinção. Mas, calma lá, vamos ser realistas— como é de nosso costume.
Digitalização industrial. Esse é o tipo de termo que parece grandioso demais até que você entenda que, no fundo, trata-se de uma das ferramentas mais objetivas e rentáveis para acelerar projetos e operações industriais. Não é sobre futuro distante, nem sobre inovação performática para decorar apresentações de PowerPoint. Tampouco é sobre inovação disruptiva que já nasceu morta como o Metaverso. É sobre resolver problemas reais com velocidade, precisão e uma pitada generosa de inteligência aplicada. Quando falamos dos entregáveis de uma digitalização industrial, falamos do que realmente é entregue ao cliente — e o que isso muda, de verdade, no dia a dia da engenharia.
A carreira de sucesso na engenharia industrial não é um golpe de sorte. Tampouco é um alinhamento cósmico em que astros, anjos e algoritmos decidem conspirar a seu favor. Sucesso, nesse campo, é trabalho, estratégia e percepção aguçada de onde estão as oportunidades e como capturá-las. E, acima de tudo, uma compreensão clara do jogo real: você troca seu tempo e conhecimento técnico por dinheiro, e dinheiro se paga com produtividade e resultado, não com esforço romântico ou boas intenções. Não há espaço para ilusões infantis de que basta “fazer o que ama” ou “seguir sua paixão” para enriquecer. Isso é uma distorção perigosa que só perpetua carreiras medianas e frustrações épicas.
Engenharia digital pode até parecer discurso repetido de congresso tecnológico, mas a verdade é que empresas de engenharia industrial que não abraçarem esse conceito estão prestes a se tornarem obsoletas. Você que projeta fábricas, linhas de produção ou plantas de processo para seus clientes do setor industrial, seja petroquímico, de alimentos, óleo e gás ou qualquer outro ramo, precisa encarar com urgência a realidade de que o método tradicional, baseado em pranchetas virtuais e trocas infinitas de arquivos desatualizados, não atende mais às demandas de prazos apertados, qualidade rigorosa e exigência de redução de custos. Não é só sobre ter o melhor especialista em tubulações ou em estruturas metálicas; é sobre liderar um time multidisciplinar que domine ferramentas digitais integradas, capazes de conversar entre si em tempo real e de oferecer respostas rápidas às constantes mudanças de escopo que o cliente pede. Ou a sua empresa assume esse rumo agora, ou corre o sério risco de se ver atropelada por competidores mais conectados, que entregam resultados mais ágeis e confiáveis.
A reputação é um dos ativos mais valiosos para qualquer empresa de engenharia industrial. Afinal, projetos industriais envolvem não apenas investimentos financeiros substanciais, mas também um alto grau de confiança. Os clientes esperam precisão, previsibilidade e excelência técnica, e qualquer falha nesse contexto pode ter consequências devastadoras. Entre as falhas mais prejudiciais para a imagem de uma empresa estão os erros de projeto que resultam em interferências durante a execução.
Gestores de engenharia industrial não têm tempo para romantizar parcerias. Em um setor onde cada erro custa milhões, cada atraso derruba cronogramas e cada decisão errada pode fechar portas, parcerias não são apenas colaborações: são pactos estratégicos. E pactos exigem confiança, inteligência e, acima de tudo, resultados.
O colaborador previsível é uma figura necessária no universo do trabalho. Ele é, ao mesmo tempo, uma constante e uma força invisível que move as engrenagens fundamentais das empresas. Não é alguém que se destaca por palavras grandiosas ou gestos dramáticos. Sua marca está na entrega silenciosa, na força inabalável de quem compreende que o verdadeiro valor do trabalho está no fazer, no construir, no transformar. Ele não precisa de aplausos. Ele é aquele em quem sempre se pode confiar, e talvez seja exatamente isso que o torna tão raro.
Há algo que separa as empresas de engenharia comuns das verdadeiramente brilhantes: a capacidade de enxergar detalhes que a maioria simplesmente ignora. E quando o assunto é modelagem 3D industrial, os detalhes fazem toda a diferença. Em um mundo onde prazos são apertados, margens de erro são mínimas e as demandas por eficiência aumentam diariamente, a escolha da ferramenta certa não é apenas importante – é essencial.
A PEC 221/2019, que propõe uma drástica redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais, parece algo digno de um romance de ficção econômica brasileira. Não uma ficção gloriosa, mas sim uma tentativa de aplicar um remédio de primeiro mundo em um país que ainda não resolveu suas feridas estruturais. A intenção por trás dessa proposta é clara: tentar importar soluções de países como a Suécia, Alemanha, Dinamarca e França, onde a redução da carga horária se tornou parte do modelo econômico. Contudo, o que o Brasil está tentando fazer é aplicar essas políticas sem levar em consideração as condições específicas de sua economia. E isso, no fundo, é um erro estratégico colossal.
Os modelos BIM (Building Information Modeling) chegaram para revolucionar a maneira como projetamos, construímos e operamos subestações elétricas. E, sim, talvez você ainda não tenha percebido o quanto essa tecnologia está transformando os bastidores da infraestrutura elétrica. Mas a verdade é que o BIM já é um divisor de águas em setores que buscam precisão extrema, colaboração eficiente e uma gestão de ciclo de vida realmente inteligente. E isso vale especialmente para subestações elétricas, estruturas complexas que demandam atenção redobrada e margens de erro mínimas.