Existe uma distância abismal e frequentemente ignorada entre o que foi projetado e o que foi efetivamente construído. Em muitas obras, o as built virou uma espécie de ficção bem-intencionada: plantas desenhadas com base em suposições, registros manuais malfeitos, ajustes improvisados que nunca chegam a ser atualizados nos documentos finais. O resultado? Um retrato fantasioso da realidade, que alimenta retrabalhos, falhas em manutenções futuras e orçamentos estourados. Mas esse teatro acabou. Com o avanço do escaneamento 3D, o as built com nuvem de pontos emerge como a melhor forma técnica e honesta de documentar, com precisão milimétrica, o que de fato existe.










