Gêmeos digitais para indústrias estão mudando a forma como gerentes de engenharia, confiabilidade e manutenção acessam informações sobre suas plantas. Com o Matterport, instalações físicas podem ser transformadas em ambientes digitais navegáveis e disponibilizadas pela internet para profissionais autorizados. Dessa forma, uma fábrica pode ser consultada durante reuniões, projetos, análises de manutenção ou contratação de fornecedores, mesmo que os profissionais estejam a milhares de quilômetros de distância.

Para a gestão industrial, o benefício não está apenas na qualidade visual da tecnologia. Acima de tudo, valor é gerado quando viagens são reduzidas, decisões são aceleradas e menos horas de engenharia são consumidas procurando informações de campo. Em pesquisas internas realizadas pela GENIA com clientes, foram registrados casos de redução de aproximadamente 30% nos custos de viagens das áreas de engenharia e confiabilidade. Além disso, foram observados casos com redução próxima de 40% nas horas de engenharia empregadas em projetos de retrofit e ampliação.

Esses resultados demonstram porque a captura de realidade já não deve ser analisada apenas como uma tecnologia de levantamento. Atualmente, ela pode ser inserida na estratégia de produtividade, documentação e gestão de ativos das empresas industriais.

Gêmeos digitais para indústrias reduzem a distância entre a planta e a engenharia

Gerentes responsáveis por grandes instalações conhecem um problema recorrente. Uma dúvida sobre determinado equipamento surge durante uma reunião de projeto, porém a pessoa que conhece aquela área está em outra unidade. Em outras situações, um fornecedor precisa ser enviado até a fábrica apenas para compreender acessos, interferências, espaço disponível ou condições existentes.

O problema torna-se ainda mais relevante em empresas que possuem várias unidades industriais. Muitas vezes, a engenharia corporativa está concentrada em uma cidade, enquanto os ativos estão distribuídos por diferentes estados ou países. Consequentemente, uma parcela significativa do orçamento pode ser consumida por passagens, hospedagem, mobilização e horas improdutivas de deslocamento.

Com o Matterport, parte dessa dependência pode ser reduzida. A instalação é capturada e disponibilizada em um ambiente virtual 3D, permitindo que profissionais autorizados retornem digitalmente ao local sempre que necessário. A própria Matterport apresenta essa aplicação para manufatura, destacando acesso remoto, planejamento fabril, manutenção, treinamento e colaboração entre equipes.

Assim, a distância física permanece. Entretanto, a informação necessária para muitas decisões deixa de estar restrita ao local onde a fábrica está instalada.

O que são gêmeos digitais para indústrias?

Gêmeos digitais são representações digitais de ativos, espaços, sistemas ou processos físicos. No ambiente industrial, diferentes níveis de complexidade podem ser utilizados conforme a finalidade da aplicação.

No caso do Matterport, uma representação tridimensional navegável da instalação é produzida a partir da captura do ambiente. Posteriormente, o usuário pode circular virtualmente pela planta, observar equipamentos e compreender a relação física entre diferentes áreas.

Para a gestão de engenharia, essa capacidade oferece algo fundamental: contexto. Fotografias tradicionais registram detalhes, mas nem sempre deixam evidente onde cada imagem foi produzida. Já o gêmeo digital mantém a imagem relacionada à sua posição dentro da instalação.

Entretanto, um gêmeo digital visual não deve ser confundido automaticamente com um gêmeo digital operacional completo. Em arquiteturas mais avançadas, sensores, plataformas IoT, sistemas de manutenção e dados operacionais podem ser associados ao ambiente digital. Nesse sentido, o Matterport pode atuar como uma camada visual e espacial dentro de uma estratégia mais abrangente de gestão de ativos industriais.

Explore um exemplo de gêmeo digital Matterport

A compreensão da tecnologia torna-se muito mais simples quando um ambiente real é explorado. No exemplo abaixo, a instalação pode ser percorrida diretamente pelo navegador, enquanto diferentes pontos de observação são utilizados para compreender o espaço.

Para um gerente de engenharia, a diferença entre esse ambiente e uma pasta com centenas de fotografias é significativa. Uma fotografia responde, normalmente, à pergunta para a qual foi registrada. O gêmeo digital, por outro lado, permite que novas perguntas sejam investigadas depois que a equipe já deixou o campo.

Dessa maneira, a captura deixa de ser consumida apenas uma vez. Ela passa a funcionar como um ativo digital reutilizável por diferentes equipes.

Redução de até 30% nos custos de viagens em registros internos da GENIA

O custo de deslocamento de um profissional especializado vai muito além do valor de uma passagem aérea. Hospedagem, alimentação, transporte, mobilização e horas de viagem precisam ser consideradas. Além disso, existe o custo das horas em que aquele profissional deixa de atuar em outras atividades de engenharia.

Em pesquisas internas realizadas pela GENIA com clientes que utilizam tecnologias de digitalização, foram registrados casos de redução de aproximadamente 30% nos custos de viagens das áreas de engenharia e confiabilidade. Esse percentual não representa uma garantia aplicável a qualquer empresa, pois os resultados dependem da operação, da distância entre unidades e do uso efetivo da tecnologia.

Contudo, a lógica é consistente. Nem toda visita de engenharia pode ou deve ser eliminada. Entretanto, visitas realizadas exclusivamente para consulta visual, levantamento preliminar, planejamento ou esclarecimento de dúvidas podem ser reduzidas ou realizadas de forma mais eficiente.

Esse tipo de ganho também é apresentado pela Matterport em aplicações corporativas de seus gêmeos digitais. Ambientes capturados são utilizados para medições, planejamento de modificações, inspeções remotas e redução de deslocamentos entre instalações.

Para um gerente, portanto, a análise financeira não deve considerar apenas o custo da digitalização. Também deve ser calculado quanto é gasto anualmente para enviar profissionais ao campo em busca de informações que poderiam permanecer disponíveis digitalmente.

Redução de até 40% nas horas de engenharia em retrofit e ampliação

Projetos de retrofit e ampliação possuem uma dificuldade conhecida pelos gerentes de engenharia. Raramente a documentação disponível representa com precisão tudo aquilo que foi efetivamente construído ao longo dos anos.

Tubulações podem ter sido modificadas. Equipamentos podem ter sido substituídos. Estruturas recebem adaptações e, eventualmente, essas alterações não são incorporadas aos documentos oficiais. Como resultado, a engenharia passa a trabalhar com um cenário documental diferente da realidade existente.

Quando a informação de campo é insuficiente, horas valiosas são utilizadas em verificações. Fotografias precisam ser interpretadas, croquis são revisados e novas visitas podem ser solicitadas. Consequentemente, profissionais qualificados acabam gastando parte de sua capacidade técnica apenas para recuperar informações.

Em pesquisas internas da GENIA com clientes, foram registrados casos de redução próxima de 40% nas horas de engenharia em projetos de retrofit e ampliação quando tecnologias de captura de realidade foram incorporadas ao processo. O ganho foi associado, sobretudo, à possibilidade de consultar novamente o ambiente digital e à maior disponibilidade de informações sobre as condições existentes.

Quando maior precisão geométrica é necessária, o ambiente visual pode ser complementado com uma nuvem de pontos. Dessa forma, além de visualizar a instalação, a equipe de projeto pode trabalhar sobre informações tridimensionais capturadas diretamente no campo.

Gêmeos digitais para indústrias e gestão de ativos

Uma das aplicações mais relevantes para gerentes industriais está na gestão dos ativos existentes. Afinal, uma instalação possui milhares de equipamentos, documentos, manuais, procedimentos, informações técnicas e registros que precisam ser localizados durante sua vida útil.

Quando o ambiente é digitalizado, essas informações podem ser contextualizadas espacialmente. Em outras palavras, o profissional deixa de enxergar apenas um código em um sistema e passa a compreender onde aquele ativo está fisicamente instalado.

A Matterport apresenta seus gêmeos digitais como uma plataforma que pode apoiar gestão de ativos, manutenção, documentação e operação de instalações. Informações relacionadas a equipamentos podem ser associadas ao contexto espacial, facilitando a consulta por profissionais que não estão presentes fisicamente.

Além disso, documentos e registros podem ser relacionados aos ambientes capturados. Dessa forma, o gêmeo digital não precisa funcionar como substituto de um ERP, CMMS ou EAM. Pelo contrário, pode ser utilizada uma interface visual complementar para facilitar a localização e interpretação das informações já existentes.

Uma central visual de informações da planta

Capturar uma instalação apenas para produzir uma visita virtual representa somente uma pequena parte do potencial da tecnologia. O maior valor tende a aparecer quando o ambiente digitalizado começa a ser reutilizado por diferentes departamentos.

A engenharia pode consultar áreas antes de iniciar um projeto. A confiabilidade pode analisar o contexto em torno de determinado ativo. A manutenção pode planejar intervenções e acessos. Paralelamente, fornecedores podem compreender previamente as condições da instalação antes de mobilizar equipes.

Assim, uma mesma captura pode atender diferentes necessidades. O valor passa a ser ampliado quando o ambiente deixa de ser visto como uma imagem tridimensional e começa a ser tratado como uma base de informações da planta.

Para empresas industriais com múltiplas unidades, esse conceito torna-se ainda mais relevante. Uma equipe corporativa pode acessar diferentes instalações sem que uma nova viagem precise ser programada para cada consulta preliminar.

Manutenção e confiabilidade podem consultar os ativos antes de ir ao campo

Imagine uma falha que exija a participação de um especialista localizado em outra unidade. Sem uma representação digital, a análise inicial normalmente depende de fotografias enviadas pelo celular, chamadas de vídeo e descrições feitas pelas equipes locais.

Com gêmeos digitais para indústrias, o especialista pode compreender previamente a área. Acessos, equipamentos próximos, estruturas e restrições espaciais podem ser visualizados antes da mobilização.

Assim, quando uma visita presencial for realmente necessária, ela pode ser mais bem preparada. Informações básicas já terão sido analisadas e dúvidas preliminares poderão ter sido resolvidas.

A Matterport também relaciona seus gêmeos digitais à manutenção de ativos, incluindo documentação, colaboração remota, registros de equipamentos e contextualização de informações dentro das instalações.

Para uma gerência de confiabilidade, portanto, a economia em viagens é apenas parte do benefício. Também pode ser reduzido o intervalo entre a identificação de um problema e a disponibilidade das informações necessárias para compreendê-lo.

Projetos de retrofit precisam começar pela realidade existente

Projetos brownfield possuem uma característica particular. Enquanto um projeto greenfield é desenvolvido principalmente a partir daquilo que será construído, um retrofit precisa conviver com tudo aquilo que já existe.

Anos de modificações podem separar o desenho original da situação atual. Por isso, quanto mais tarde a realidade do campo for compreendida, maior será o risco de horas de engenharia serem consumidas corrigindo premissas incorretas.

Nesse cenário, o Matterport oferece compreensão visual e espacial. Entretanto, projetos que exigem análise geométrica de maior precisão podem ser complementados com uma nuvem de pontos, permitindo que a geometria existente seja utilizada diretamente dentro dos processos de engenharia.

Dessa forma, a captura da realidade pode ser realizada antes das etapas mais intensivas de detalhamento. A informação passa a ser disponibilizada para a equipe enquanto decisões importantes ainda podem ser tomadas com menor impacto sobre prazo e orçamento.

Matterport, nuvem de pontos e BIM cumprem funções diferentes

Matterport, nuvem de pontos e BIM não precisam competir dentro de um projeto de digitalização. Cada tecnologia atende necessidades diferentes e, principalmente, níveis distintos de detalhe e precisão.

O Matterport oferece uma experiência de navegação simples e intuitiva. Por isso, o ambiente pode ser consultado por profissionais que não utilizam softwares especializados de engenharia. A informação fica mais acessível para gestores, fornecedores e equipes multidisciplinares.

Já uma nuvem de pontos obtida com laser scanner pode ser empregada quando medições e geometria de maior precisão são necessárias. Posteriormente, essas informações podem ser utilizadas em processos de BIM, principalmente em projetos de retrofit, ampliação e documentação as built.

Assim, diferentes tecnologias podem ser combinadas conforme o objetivo. O ponto de partida não deve ser o equipamento disponível, mas a informação que deverá ser entregue ao final.

O gerente de engenharia não precisa escolher uma única tecnologia

Um erro frequente em projetos de digitalização ocorre quando a discussão é iniciada pela escolha do equipamento. Entretanto, para a gestão, a pergunta mais importante deveria ser outra: qual informação precisa estar disponível para a tomada de decisão?

Se o objetivo principal for colaboração remota, documentação visual e navegação simples, o Matterport pode ser suficiente. Contudo, se forem necessários levantamentos geométricos de alta precisão, uma nuvem de pontos obtida por laser scanner pode ser incorporada.

Quando modelos estruturados forem exigidos para projeto, documentação ou integração de disciplinas, processos de BIM podem ser utilizados posteriormente.

Portanto, a estratégia de captura precisa ser determinada pelo propósito do projeto. Dessa maneira, é evitada tanto a coleta insuficiente quanto a contratação de um levantamento mais complexo do que a aplicação realmente exige.

Gêmeos digitais para indústrias preservam conhecimento técnico

Existe outro ativo que dificilmente aparece nos cálculos tradicionais de engenharia: o conhecimento acumulado pelas pessoas.

Profissionais experientes conhecem acessos, particularidades, equipamentos e modificações que nem sempre estão formalmente documentados. Quando essas pessoas mudam de função ou deixam a empresa, parte desse conhecimento pode ser perdida.

Um ambiente digital pode contribuir para a construção de uma memória espacial da instalação. Fotografias, documentos e outras informações passam a ser contextualizados dentro do ambiente em que os ativos realmente estão instalados.

Além disso, novos engenheiros, fornecedores e contratados podem conhecer previamente determinadas áreas. Dessa forma, o processo de transferência de conhecimento pode ser apoiado por uma referência visual comum.

Para empresas que possuem equipes distribuídas ou elevada rotatividade de fornecedores, esse benefício pode ser especialmente relevante.

Empresas com várias plantas possuem um caso de uso ainda mais forte

O retorno potencial dos gêmeos digitais para indústrias tende a aumentar quando uma mesma equipe de engenharia atende diversas unidades. Nesse cenário, deslocamentos deixam de ser situações ocasionais e passam a fazer parte do orçamento recorrente do departamento.

Com instalações estratégicas digitalizadas, pode ser construída uma biblioteca espacial das unidades. Um gerente localizado na matriz pode consultar uma fábrica distante durante uma reunião. Ao mesmo tempo, um projetista contratado em outra cidade pode compreender previamente o ambiente onde seu projeto será desenvolvido.

Um fornecedor também pode analisar acessos e condições gerais antes de mobilizar profissionais. Portanto, o objetivo não é eliminar indiscriminadamente a presença física, mas definir melhor quando ela realmente é necessária.

Essa mudança possui impacto direto sobre produtividade. Horas qualificadas que antes eram consumidas em deslocamentos podem ser utilizadas em concepção, análise técnica, planejamento e solução de problemas.

Quanto vale uma fábrica disponível para consulta 24 horas por dia?

Essa pergunta deveria fazer parte da análise econômica de um projeto de digitalização industrial.

Primeiramente, devem ser consideradas as viagens realizadas durante projetos, estudos e atividades de confiabilidade. Em seguida, podem ser analisadas as horas gastas procurando fotografias, solicitando medidas, consultando desenhos e confirmando condições existentes.

Além disso, existe um custo menos evidente: decisões tomadas com informações incompletas. Um erro de interpretação durante um retrofit pode provocar novas horas de projeto, alterações de fabricação, atrasos em montagem e retrabalho em campo.

Nesse contexto, os 30% de redução nos custos de viagens e os 40% de redução nas horas de engenharia registrados em pesquisas internas da GENIA com determinados clientes assumem uma importância maior. Afinal, esses números representam a possibilidade de produzir mais engenharia com a estrutura já disponível.

Os resultados, naturalmente, dependem do perfil de cada organização. Distância entre unidades, volume de projetos, maturidade documental e frequência de consultas influenciam diretamente o retorno obtido.

O gêmeo digital não substitui a engenharia de campo

Os gêmeos digitais para indústrias não devem ser apresentados como substitutos indiscriminados das atividades presenciais. Inspeções, verificações, levantamentos específicos e decisões técnicas continuarão exigindo profissionais qualificados em campo.

Entretanto, a qualidade das informações disponíveis antes e depois dessas atividades pode ser substancialmente melhorada.

Uma captura realizada corretamente pode continuar sendo utilizada semanas ou meses depois. Assim, informações que anteriormente ficavam restritas à memória de quem esteve no local passam a ser consultadas por toda a equipe autorizada.

Em outras palavras, o objetivo não é retirar o engenheiro do campo. O objetivo é evitar que ele precise retornar apenas porque uma fotografia, uma medida visual ou uma informação contextual ficou para trás.

Gêmeos digitais para indústrias transformam a planta em informação disponível

Para gerentes de engenharia, a principal pergunta não deveria ser se o Matterport produz uma representação visual interessante. O ponto central é quanto valor pode ser gerado quando informações da instalação deixam de depender permanentemente da presença física.

Com gêmeos digitais para indústrias, ambientes podem ser consultados por equipes de engenharia, confiabilidade, manutenção e fornecedores. Além disso, a tecnologia pode ser combinada com nuvem de pontos e BIM quando maior precisão geométrica ou modelagem estruturada forem necessárias.

Na prática, a fábrica física permanece no mesmo endereço. Contudo, uma parcela importante de suas informações passa a estar disponível independentemente da distância.

Para organizações que buscam reduzir deslocamentos, acelerar retrofits e ampliar a produtividade das equipes técnicas, essa mudança pode ter impacto direto sobre custos, prazos e capacidade de execução.

Digitalize sua instalação com a GENIA Innovation

A GENIA atua com captura de realidade aplicada à engenharia industrial, combinando diferentes tecnologias conforme a precisão e os entregáveis exigidos por cada projeto.

Se sua empresa pretende reduzir viagens técnicas, acelerar projetos de retrofit ou disponibilizar suas instalações para equipes localizadas em diferentes regiões, a aplicação pode ser avaliada de acordo com os objetivos da engenharia.

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Especialista em escaneamento à laser, fotogrametria e drones sócio proprietário da GENIA. Desde 2008 atuando em projetos de engenharia industrial e de infraestrutura.

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